
“… o que desejo é que nesta Casa o sentido da vida da Bahia esteja presente e que isto seja o sentimento de sua existência. Que, ao lado da pesquisa e do estudo, seja um local de encontro, de intercâmbio cultural entre a Bahia e outros lugares.”
(Jorge Amado, março de 1987)
É na icônica casa de fachada azul, no Largo do Pelourinho — um dos mais emblemáticos pontos turísticos de Salvador — que está preservado o acervo de Jorge Amado.
Ali, a vida e a obra do escritor seguem vivas, sendo conhecidas, estudadas e celebradas por cerca de 100 mil visitantes que passam, anualmente, pela Fundação Casa de Jorge Amado.
Criada em 2 de julho de 1986 e aberta ao público em 7 de março de 1987, a instituição se consolidou como um espaço de difusão da cultura e do fazer literário. São quase quatro décadas dedicadas à valorização da literatura e da cultura brasileiras.
Mais do que guardar memórias, a Casa mantém acesa a presença de Jorge Amado no imaginário coletivo entre livros, histórias e encontros que atravessam gerações.
A Fundação Casa de Jorge Amado realiza a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ), celebrando a memória e o legado de Myriam Fraga. Jornalista e poeta, foi figura fundamental na criação da Fundação — que dirigiu de 1986 a 2016 — e idealizadora da FLIPELÔ, deixando uma marca profunda na vida cultural da Bahia.
A homenagem se estende também a Calasans Neto, grande amigo e parceiro de Myriam Fraga. Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo, Calasans construiu uma trajetória singular nas artes visuais brasileiras. Suas ilustrações acompanham a obra de Myriam desde a publicação de seu primeiro livro, Marinhas (1964). Nesta edição, a identidade visual da FLIPELÔ é inteiramente composta por criações do artista.
A FLIPELÔ 2026 acontece de 5 a 9 de agosto, no Pelourinho, ocupando ruas, largos e espaços culturais do Centro Histórico de Salvador com uma programação ampla, diversa e 100% gratuita.
Mais do que um evento, a FLIPELÔ reafirma seu compromisso com o estímulo à literatura — especialmente entre os jovens — e com a preservação e valorização da memória de Jorge Amado, em diálogo com a arte e a cultura da Bahia em suas múltiplas expressões. Ao longo de suas edições, o festival também se consolidou como um importante espaço de incentivo às editoras baianas, à poesia e ao surgimento de novos autores.
A FLIPELÔ é, ainda, um motor de transformação para o território onde acontece. Ao mobilizar milhares de visitantes, contribui diretamente para o fortalecimento do comércio local, do turismo e das diversas atividades produtivas do Centro Histórico e de seu entorno. Na última edição, cerca de 250 mil pessoas participaram dos cinco dias de programação, reafirmando a potência e o alcance da festa.
A FLIPELÔ vai homenagear em sua 10ª edição a sua idealizadora: a poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), que dirigiu a Fundação Casa de Jorge Amado de 1986 a 2016.
Myriam Fraga integra a lista das maiores escritoras e poetas brasileiras. Publicou 25 livros, sendo 13 de poesias, 5 de prosa e 7 voltados ao público infantojuvenil. Seus poemas estão traduzidos para o inglês, espanhol, francês e alemão.
Sua produção poética retrata questões sociais específicas do Nordeste e traz representações da Bahia, mas também busca uma construção do feminino, ressignificando figuras e temas da mitologia.Foi eleita por unanimidade membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, onde tomou posse no dia 30 de julho de 1985, passando a ocupar a cadeira de nº 13, que tem como patrono o poeta Francisco Moniz Barreto. Em 2015, tomou posse da vice-presidência da instituição.
Foi membro da Associação Baiana de Imprensa, além de manter colaboração em revistas e jornais, foi responsável pela coluna ‘Linha D’água’, sobre assuntos culturais, publicada aos domingos no jornal A Tarde de 1984 a 2004.
Toda essa homenagem a Myriam Fraga será estendida ao seu grande amigo e parceiro o baiano Calasans Neto, que é pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo. Suas ilustrações estão presentes nas obras de Myriam Fraga desde a publicação do seu primeiro livro: ‘Marinhas’ (1964).
A parceria e amizade entre Myriam Fraga e Calasans Neto era tão forte, que ganhou menção de Jorge Amado no livro ‘Navegação de Cabotagem’, publicado em 1992: “A dupla é imbatível, Calá nasceu para ilustrar a poesia de Myriam, os poemas e as monotipias são da mesma matéria, visceral”.
E é essa amizade imbatível que será festejada na FLIPELÔ.
No coração do Centro Histórico de Salvador, a FLIPELÔ chega à sua 10ª edição como um dos maiores encontros literários do país — e o maior da Bahia — reafirmando seu compromisso com uma programação 100% gratuita e acessível a todos.
Mais do que uma festa, a FLIPELÔ é um movimento vivo, construído coletivamente. Nas ruas de pedra do Pelourinho, a literatura encontra a comunidade e a comunidade se reconhece na festa. Moradores, comerciantes, artistas e trabalhadores locais são parte essencial dessa engrenagem que transforma o território em palco de encontros, trocas e descobertas.
O Pelourinho abraça a FLIPELÔ e a FLIPELÔ devolve esse abraço em forma de cultura, formação e oportunidades.
Entre sabores, cores e histórias, o festival se espalha em diferentes experiências. Na rota gastronômica Amados Sabores, a culinária ganha novos significados com pratos inspirados no universo literário de cada edição, acompanhados de ações de qualificação e fortalecimento dos negócios locais.
Na feira gastronômica Merendas de Dona Flor deliciosas bebidas e comidas da culinária baiana, produzidas por moradores da comunidade, são comercializadas durante os cinco dias de festa.
Na Rota das Artes, galerias e ateliês se tornam espaços de criação e diálogo, onde artistas reinterpretam, em suas obras, o autor homenageado.
Já na Rota dos Museus, o patrimônio cultural se abre ao público, convidando visitantes a explorar, gratuitamente, a riqueza histórica e simbólica do Pelourinho.
E a festa vai além: com o circuito FLIPELÔ+, instituições culturais ampliam a programação e multiplicam as possibilidades de fruição artística em todo o Centro Histórico.
Cenário imortalizado nas obras de Jorge Amado, o Pelourinho é, por si só, um livro aberto feito de memórias, resistências e identidades. Seu conjunto arquitetônico singular revela as camadas de uma história que continua sendo escrita.
É nesse ambiente pulsante que, durante cinco dias, a FLIPELÔ reúne estudantes, leitores, escritores, pensadores e artistas em uma celebração onde a literatura dialoga com múltiplas linguagens e ocupa as ruas, os largos e os afetos.
Aqui, a palavra ganha corpo. E a cidade se transforma em narrativa.
PALESTRAS – SARAUS – ESPAÇO INFANTIL – ESPAÇO DAS EDITORAS BAIANAS – DEBATES – RECITAIS DE POESIA – LANÇAMENTOS DE LIVROS – VILA LITERÁRIA – PROGRAMAÇÃO INFANTIL – APRESENTAÇÕES MUSICAIS – OFICINAS – EXPOSIÇÕES – FOTOGRAFIA E CONCURSO – ACESSIBILIDADE – CAPACITAÇÕES – FLIPELÔ+ – ESPETÁCULOS TEATRAIS – ROTA GASTRONÔMICA – ROTA DE MUSEUS – SUSTENTABILIDADE – VÁ DE METRÔ