João Vanderlei Moraes Filho - Foto Alile Falcão

JOÃO VANDERLEI DE MORAES FILHO

(1977) é poeta, editor, gestor cultural e pesquisador das políticas culturais do livro, leitura e bibliotecas na América Latina. Graduado em Letras e mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA, onde é doutorando e integra o CULT – Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, desenvolve pesquisas comparadas com ênfase no Brasil, Argentina e Colômbia, articulando pensamento crítico e práticas no campo do livro e da leitura.

Sua trajetória conjuga criação literária, atuação territorial no Recôncavo baiano e inserção internacional, especialmente em redes amefricanas vinculadas à noção de Améfrica e aos circuitos históricos da Slave Route. Nesse contexto, idealiza e desenvolve projetos de intercâmbio que conectam o Recôncavo da Bahia ao Caribe colombiano e a Cuba, estruturando ações como o Quilombo da Palavra, voltadas à circulação de autores, tradução, formação de leitores e fortalecimento de vínculos diaspóricos.

Como poeta, foi premiado com o Prêmio Braskem de Cultura e Arte por Pedra Retorcida e é autor de diversos livros, entre eles Batismo à Ordem da Verdade. Idealizador do Caruru dos Sete Poetas, mantém há duas décadas um dos mais longevos projetos de difusão poética do interior da Bahia. Atua também como diretor executivo da Casa Amefricana da Poesia, consolidando um espaço de articulação entre criação literária, pensamento crítico e territorialidade cultural.

Fundador da Bibliosfera Criativa Brasil, destaca-se pela concepção e gestão de projetos editoriais voltados à bibliodiversidade, à literatura negra e à circulação transnacional de obras, com ênfase em edições bilíngues. Sua prática editorial se vincula diretamente à salvaguarda do patrimônio cultural, especialmente junto a terreiros de candomblé do Recôncavo, por meio do registro da memória oral, da oralitura e de saberes tradicionais.

No campo da gestão pública e do terceiro setor, foi secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira e diretor do Livro e Leitura da Fundação Pedro Calmon (BA), contribuindo para a formulação e implementação de políticas estruturantes, como o Plano Estadual do Livro e Leitura. Sua atuação articula pesquisa, edição e políticas culturais, consolidando uma prática comprometida com a democratização do acesso ao livro e a valorização das matrizes culturais afro-améfricanas.

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